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Responsabilidade Social Empresarial – Um novo desafio para a competitividade




É grande o número de empresas no Brasil que começam a despertar para a Responsabilidade Social, elas estão buscando uma nova estratégia para potencializar seu desenvolvimento, fortalecer sua imagem no mercado e aumentar seus lucros.

Ocorre que algumas traçam um planejamento, definem uma área de atuação, e tem bons resultados, mas a maioria não tem informações e nem uma opinião formada a respeito, começam a pulverizar ações sociais sem um foco bem definido, não conseguindo otimizar seus recursos nem ter resultados positivos e acabam desistindo no meio do caminho.

Recentes pesquisas demonstram que algumas empresas estão criando institutos ou fundações como canal para concretizar seus investimentos sociais, sendo a área de educação a mais relevante, seguida do meio ambiente e investimentos em saúde.

A Responsabilidade Social está sendo vista, como um compromisso da empresa com relação à sociedade e a humanidade em geral, uma forma de prestação de contas do seu desempenho, não só quando da utilização de recursos naturais, mas como forma de ajudar a minimizar o quadro de problemas sociais no meio em que atua. Quando falamos em utilização de recursos naturais, devemos lembrar que algumas empresas usufruem desses recursos para desenvolverem seus produtos, contraindo uma dívida social. Em contrapartida, elas devem se preocupar em solucionar esses problemas sociais, que muitas vezes são gerados pelas mesmas.

Na verdade, não é só apoiando o desenvolvimento da comunidade e preservando o meio ambiente que uma empresa cumprirá seu papel de socialmente responsável, é necessário, em primeiro lugar, que ela preocupe-se com a responsabilidade social interna, investindo no bem estar de seus funcionários e dependentes, desenvolvendo um ambiente de trabalho saudável, promovendo uma comunicação transparente, dando retorno aos seus acionistas, assegurando sinergia com seus parceiros, garantindo assim, a satisfação de seus clientes e consumidores. As empresas que querem atuar com responsabilidade social, além de promover as boas condições internas, têm que se preocupar, ainda, com as seguintes áreas do Balanço Social: meio ambiente; segurança e qualidade dos seus produtos e serviços; desenvolvimento dos direitos humanos; conduta de responsabilidade social, entre outras.

O mais interessante nisso tudo, é que as ações que dizem respeito à responsabilidade social das empresas, não estão sendo cobradas por meios de instrumentos legais, mas, através da pressão dos grupos sociais ou da própria comunidade, obrigando as empresas a definirem não só objetivos econômicos-financeiros, como também, objetivos de caráter social, uma vez que tais objetivos demonstrarão à sociedade seus compromissos para com os empregados e o meio ambiente em que estão inseridas.

Pesquisa realizada nos EUA, demonstra que “76% dos consumidores preferem marcas e produtos envolvidos com algum tipo de ação social, desde que eles tenham preço e qualidade competitivos”. Uma forte constatação de que o consumidor começa a desenvolver uma consciência social e cobrar mais das empresas, fazendo com que elas criem uma nova postura que é a de tornar-se uma empresa-cidadã.

Na medida em que as instituições sociais começam a exigir mais transparência e responsabilidade social por parte de todas as empresas, futuramente, teremos organizações realmente comprometidas com seu meio ambiente e, além disso, socialmente responsáveis por estarem não apenas gerando riquezas para alguns poucos - os acionistas - mas, por ajudar a mudar o panorama atual da população, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e humano da sociedade como um todo.

Uma coisa é certa, quando se tem uma ação social bem conduzida pode-se garantir posição de destaque na comunidade em que atua, e esta posição é fator decisivo na auto preservação empresarial. Por isso, há necessidade de uma escolha bem definida, de um planejamento bem direcionado e de atuação constante dos responsáveis, para que se possa medir e garantir resultados satisfatórios.

0 exercício da cidadania empresarial assegura, a qualquer empresa, ganhos e benefícios diversos, como valorização da imagem, aumento nas vendas, difusão da marca, fidelidade dos clientes e retorno para os acionistas pelo desenvolvimento social da comunidade, e, o mais importante, ajuda a minimizar as desigualdades sociais existentes em nosso País.

Valentina S. Gênova
Especialista em Gestão pela Qualidade e Gestão de Negócios
Consultora Interna da Qualidade – ENERSUL (MS)
e-mail: valentina@enersul.com.br

Fontes:
Livros: Responsabilidade Social & Cidadania Empresarial de Francisco P. M. Neto/César Froes
Ética e Responsabilidade Social nos Negócios de Patrícia A. Ashley







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